quinta-feira, 12 de março de 2009

Terra Morta

O mar em seu tributo se unira,
Ao leito d’um virtuoso céu em fuga.
E assim a vida em riscos se atira,
Ao clima da moral que o bem refuga;

A natureza em vícios se iguala,
Ao rio que cava em um leito escuro,
Dos homens frios que “correm” na resvala;

Maldita víbora que no seio suga
O gozo dos princípios e respira
O fulgor da carne fria que debruça,
No ermo precipício que inspira...

Na terra morta desse vale impuro
Há de emergir, da desgraçada vala,
A tez virtude num humano puro.

Um comentário:

Neizão disse...

Aurora,
essa capacidade de transpor, aliada à propriedade de absorver o interlocutor faz a eficácia de sua poesia, seu estilo ímpar faz a qualidade e a sua facilidade de exposição faz a marca registrada. Em muito pouco tempo poderá ser dito:
"Olha ali,um poema de Aurora Boreal!"