quinta-feira, 12 de março de 2009

Agora, pertencemos...

(Ao amado Bruno)


*Jandé kañemýra, jandé rausúpa,/
sekó poxý suí jandé rejýia.



Vi marchando um cavaleiro à peleja
Travando luta, enleiando-se no combate
E até pedi aos céus, ó senhor, que o proteja
Dos tormentos e das lembranças do embate

Nas pueris memórias é que te tenho
Trovador gentil dos campos estrelados;
Nas palavras já amadas é que te venho
Com alma, mente e corpo já resguardados.

Vi o tempo passar em tuas cavalgadas
Perdendo o caminho de quem mais te ama(va)
Deixando as esquadras entre nós usadas,
Chamei, supliquei, mas o tempo o chama(va).

Pertencemos ao eco de um lugar medonho
Em que o verso entre as almas é tristonho.


**Erehapota


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*Trecho retirado da Cantiga tupi-guarani, em que significa: Amando-nos, a nós condenados,/desviando-nos do mal.
**Em tupi-Guarani: Adeus

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