quinta-feira, 12 de março de 2009

Existência

Semeei: colho o fruto de veneno.
Entre o pó da verdade para o bem
E a montanha do prazer para além
Da extensa amplidão desse terreno

Meu nome, kharma hirto já condeno
Aos braços espantosos d’um refém
Que lança a vida, como ninguém,
Nas águas da esperança d’um aceno

Neste corpo frágil conduzo lasso
A alma na idade da inocência
Que brotou num antigo rio escasso

O néctar de uma sede na ardência
Das inquietações que soam no espaço
E que trago nas milhas da existência


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No poema há elementos que formam a existência humana segundo certas doutrinas budista, hinduísta e jainista, além de Teosofia e Misticismo.
Alguns elementos como:
‘Fruto’ e ‘néctar’, significando a origem de algo.
‘Terreno’( a terra), ‘água’, ‘espaço’ (o ar), significando elementos verticais, horizontais e astrais que, juntos e organizados, podem fazer o homem se tornar um sábio ou ‘super-homem’.
Além de outros, o ‘kharma’ que significa a conseqüência das ações humanas acumuladas de existências passadas e da existência em que se vive.

3 comentários:

feitiços magonerd disse...

amei se texto arora você é profunda e tocante.
você é um ser de alta luz.

Anatomizador disse...

Gostei, lindo poema. *-*

Neizão disse...

Aurora,desculpe-e a arrogância e a ousadia. Poema não exige pré-interpretação, ele flui, absorve e conduz. Sua poesia tem essa capacidade. Não receies, quem desenvolve o poema com tamanha propriedade invade a alma e a toca no ponto evidentemente pretendido.