(Ao querido Pedro)
Devo lhe contar, Pedro, algo que não é segredo
Que em meus versos nada guardo, apenas transpareço,
Posto que eu não tenho sequer algum ledo medo;
De sentir o que sinto e verbalizar o que suspiro;
O que suspiro é vão, é imaturo, um mistério carente
Em que derramo meus sentidos ingênuos e inseguros,
Mas que as máscaras da verdade fiquem, sim, rente
Ao meu pensar e no sentir sonoro dos versos que te tocam
O que te toca é mais feliz, Pedro, do que eu mesma
O que te olha é mais gentil e, de certo, mais lindo
O que te reluz é um brilho do riso de mim mesma...
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