quinta-feira, 12 de março de 2009

Remos

Meu silêncio, por entre mil perguntas,
Vai firmando o que em mim sempre motiva...
Mais sincero, mais sutil e mais forte
Na razão minha, vejo o que deriva:

No prazer que parecia satisfeito,
Criou-se alma para amar assim ardente
E tudo se moveu em contentamento,
Despertando tudo que agora sente:

Sensação altiva, incontrolável,
Anima a vida e sem notar a entrega,
Porém como veio, volta de repente
E tudo molha e assim se desprega

Co’o quem cativa no calor diurno
E na frigidez da lua deixa escória
Os preceitos d’um ledo desengano
Nos remos inquebráveis da memória...


[Aurora – 18-10-08, termino as 01h05min – madrugada]

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