quinta-feira, 12 de março de 2009

Ébrio momento

Tão veloz pelo mar ao longe deslizando
Num belo vôo rasante de ave respeitosa.
Curiosa, pasma, vi seu brilho refratando
Cores celestiais, nas ondas silenciosas;

Lançando seus anseios errantes aos ventos,
Todos então alçando as mãos, erguendo a fronte,
Para que os desejos entrem em movimento;

Deixando cair o medo num volver de asas,
Fulgente, a lançar-se alva ao céu ditoso
Alma minha sedenta, livre feito brasa,
Cerrando fogo por caminho venturoso

Em nuvens áureas dos meus breves pensamentos,
Eterna pluma dourada do horizonte,
Onde pousam sonhos neste ébrio momento...

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