Hei-de, Amor, dizer-te agradecida
Pelos versos meus que te enternece
No reino das palavras que te sou querida
Em casto olhar que te fito e me estremece
O coração a rogar-te uma vida
Junto a ti, todo o mal padece
Embriagando-me nesta requerida
Passagem dos sonhos que nos obedece
No seguir das horas matutinas
A fugir alvas à sombra da coberta
Em volteios das oscilações marinas
Para um plano mar, que jaz distante
Inclina-se pela planície deserta
Amparando-nos na imensidão avante
[Aurora - 28 de junho de 2008]
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