quinta-feira, 12 de março de 2009

Mísera mente mórbida, maldita!

Mísera mente mórbida, maldita!
Herança metafísica do ser,
Desperta um masoquismo d’enlouquecer
A vida, tão ingênua mãe aflita;

Vem beber as frias lágrimas d’um vício,
Com gosto de necrose e vinho tinto,
Da dor animalesca que não sinto
Nos nervos torturantes d’um hospício

Que brota em minha mente decadente
E faz dos neurônios irmãos dementes
Das células, etéreas filhas mortas,

Sujeitas à prisão dos pensamentos,
Na lógica semeada num lamento
Que tranca as saídas das felizes portas...

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