Mísera mente mórbida, maldita!
Herança metafísica do ser,
Desperta um masoquismo d’enlouquecer
A vida, tão ingênua mãe aflita;
Vem beber as frias lágrimas d’um vício,
Com gosto de necrose e vinho tinto,
Da dor animalesca que não sinto
Nos nervos torturantes d’um hospício
Que brota em minha mente decadente
E faz dos neurônios irmãos dementes
Das células, etéreas filhas mortas,
Sujeitas à prisão dos pensamentos,
Na lógica semeada num lamento
Que tranca as saídas das felizes portas...
Nenhum comentário:
Postar um comentário