(à minha irmã, minha íris)
Carregas a mescla das cores ao vento
Dos teus anos a irradiar tua vida
Emergindo das águas no momento
Na sina da juventude nunca esquecida
Tuas quimeras cheias de verdades
Descansam nas mãos das nuvens violetas
Onde teu riso sempre deixa grandes saudades
Nos lugares que passas e te chamam “preta”
Tua alma, nunca negra e silenciosa
É riqueza que transborda auroras
No anseio da vida íntima e misteriosa
Sol nascente da alma minha
Fazendo rastros de risos no passar das horas
Transcendendo meus suspiros, oh pirralinha!
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