quinta-feira, 12 de março de 2009

Súplica

Quero que o amor seja meu norte
Sendo entre céu e terra potentado
Será da doce ânsia amparo forte
Podendo ser sempre elevado

Por quem lançar-me no celestial intento,
Por quem encantar-me dando a vida
A caminhar comigo sem sofrimento
Por ti, por mim e à toda parte repelida

Donde não terá lugar para a inveja conduzida
Pelos estridentes gritos escutados
Verás que a alma ficará na frágua ardente

Saciando a torpe sede induzida
Dos infernais assentos atordoados
Na suplica tortura de minha voz plangente


(Aurora, 28-05-08)

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