(Ao querido Luciano)
Teu uivo cobre a noite,
tudo se volta à tua sonoridade,
tudo se cala e te ouvi
num soar de alma na obscuridade...
em que algo te eleva
e te segura
que te atormenta
que te seduz...
- será a lua?
Começas a transpor teu ser
vives para o luar sereno
o azul começa a fazer
de teus passos um alento
Cobre o chão com o imaginário
das luzes condenadas
a vagar pelo mórbido cenário
das sombras atordoadas
de um lobo solitário
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